quinta-feira, 31 de julho de 2008

Paratur executa ações para melhorar turismo em Mosqueiro e Belém


Incluída no grupo de órgãos públicos voltados para dar condições necessárias aos que pretendem desfrutar deste veraneio de meio de ano, a Paratur leva a efeito, desde o início deste mês, uma série de ações com este fim. O diretor administrativo-financeiro da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), Marcos Brandão, na condição de presidente, em exercício, comentou essa atuação da Paratur em Mosqueiro “Com relação a esse esforço conjunto, algumas ações foram delineadas e estão em andamento. Fazemos parte do grupo de força-tarefa que engloba outros órgãos, como GRPU e outros, e, nesse caso de julho, a ênfase foi basicamente em cima de dois programas. Um, de intensificarmos a sensibilização com relação ao problema da violência e a exploração sexual infantil e do adolescente. Fizemos campanhas com distribuição de material, palestras e divulgação nos pólos de acesso, especialmente à ilha. No que diz respeito ao acesso via terrestre, o transporte rodoviário, com as pessoas que iam participar do veraneio saindo de Belém utilizando ônibus, e no caso também fizermos no porto, no embarque daqueles veranistas que optaram pelo transporte fluvial. Além disso, fizemos, também (e continuamos), um programa de recadastramento de residências, já visando o Fórum Social Mundial. É uma coisa que não é muito comum no Brasil, mas que nos países da Europa e nos Estados unidos já acontece com freqüência. É um programa no qual você faz uma classificação e faz a preparação das famílias que desejam abrigar as pessoas que vêm de fora. Então, como costumeiramente nesses mega eventos, como será o Fórum Social Mundial, os hotéis rapidamente esgotam sua capacidade de ocupação, então as opções de hospedagem começam a ficar cada vez mais reduzidas. Então, neste mês de julho fazemos um levantamento em Mosqueiro e faremos também em Belém, Santa Bárbara, Benevides, que são pólos daquela área em torno de Mosqueiro, daquelas famílias que tem potencial e intenção de abrigar o visitante que vem de fora para participar do Fórum Social Mundial. Destacamos, também, a distribuição desse material de sensibilização que foi feito diretamente nas praias, não só na saída, mas na entrada, e isso tem sido muito bem aceito pela população. Nosso objetivo é trazer turistas pelas belezas naturais e pelo bucolismo que Mosqueiro tem - igualmente outros pontos do Estado - e não por essa marca que enegrece o turismo em alguns países do mundo, que é o uso da exploração sexual de crianças e adolescentes.
Outro destaque: “é o processo de qualificação. Estamos com alguns técnicos sendo treinados no Rio de Janeiro e em Brasília, objetivando uma nova metodologia de classificação dos hotéis. Aquela classificação que existia a algum tempo de uma, duas, três, quatro e cinco estrelas ela ficou por muito tempo e já estava não compatibilizada com a realidade. Então daí o Ministério de Turismo ter formado um grupo que está trabalhando, estudando novas formas de classificação para, de uma forma criteriosa, estender essa classificação à rede hoteleira. Agora em julho, iniciamos toda uma fase preparatória, também sempre objetivando o Fórum Social Mundial, que vai ocorrer em Belém, mas como Mosqueiro é uma das localidades mais atraentes e interessantes, não só do ponto de vista de beleza, mas também para abrigar as pessoas, então iniciamos esse processo de treinamento, de capacitação. Estamos prevendo, também, a capacitação de taxistas, para pessoas que operarão os meios de transporte”.
A Paratur faz, através de seus projetos, um trabalho com objetivo de dar apoio a quem chega à capital paraense. Sobre isso, explicou o presidente da Paratur, em exercício, que “Centralizamos em dois pontos estratégicos. Um deles é na entrada do aeroporto, onde temos um Ponto de Atendimento ao Turista, onde temos um primeiro contato com o turista e fazemos o encaminhamento, não apenas aos hotéis disponíveis, mas a possíveis parcerias que possam ser executadas durante sua estadia. Com as informações básicas e necessárias para que ele possa pelo menos se encontrar nesse primeiro contato com a cidade de Belém. No prédio sede temos outro ponto que recebe turista e informa sobre os atrativos da cidade, as alternativas. Dispomos de folders com informações a respeito dos pontos turísticos. Além de Mosqueiro, que é o nosso ponto mais próximo e destacado, iniciamos também junto com empresários e órgãos do Governo uma ação para viabilizar o deslocamento mais rápido, seguro e confortável ao Marajó, o que deve agregar um novo valor ao turismo em Belém. Será uma extensão, uma nova opção para o turista.
Marcos Brandão falou, ainda, a respeito de uma satisfatória parceria entre a Paratur e a operadora de telefonia Oi, iniciada e bem aceita pelo trade. “Essa parceria trouxe a oportunidade de toda a região atendida pela Oi nos podermos contar nos cartões telefônicos com imagens de pontos turísticos do Pará. Então esses cartões têm um valor muito grande, não apenas por se tratar de algo útil, mas especialmente por levar tanto à população local, assim como aos visitantes que chegam ao nosso Estado, mais uma forma de divulgação dos pontos turísticos e das belezas naturais”. (Agência de Notícias Gerais)

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Gráfica Alves vence obstáculos e desponta no mercado local


Há cerca de seis anos, ininterruptos, dirigentes, funcionários, clientes e amigos da Gráfica Alves se reúnem, às segundas-feiras, de oito às nove horas, para um momento de reflexão ecumênico. A prática, que já valeu resultados positivos, não apenas em grupo, mas, especialmente, de forma individual, demonstra a visão administrativa dos que dirigem esta empresa que soma qualidade, seriedade e criatividade em seus serviços. Muitos têm sido os testemunhos dados a respeito de vitórias, mudanças de comportamento e, naturalmente, sucesso financeiro e pessoal. Ao comando de irmão Oliveira, o encontro registra sempre momentos de louvor e leitura da Palavra, o que ajuda a muitos dos participantes da iniciativa a começar a semana de forma positiva. Não é à toa que a Gráfica Alves, sob a liderança dos empresários Paulo Alves e Paulo Alves Júnior tem superado dificuldades e desponta como uma das mais bem conceituadas e procuradas no mercado local. (Agência de Notícias Gerais)

By Express chega para ficar




A população de Belém recebeu, com muita animação e alegria, a chegada ao mercado da loja By Express, do Grupo Otoch. Localizada na Travessa Padre Eutíquio, um dos principais e mais movimentados corredores da moda no comércio local, a estrutura da Express agradou ao grande número de visitantes que participou da abertura deste novo “point” comercial. Não apenas as atrações apresentadas, mas especialmente o nível e os preços dos produtos motivaram a presença maciça de consumidores, muitos dos quais aproveitaram para tirar seu cartão da loja e, imediatamente, realizar compras. “Afinal, neste período de veraneio não há quem não goste de oportunidades como estas oferecidas aos clientes. Inclusive, a facilidade de pagamento, pois o prazo de 100 dias é tentador”, enfatizou Martha Gonçalves Ribeiro, estudante universitária.
A utilização da imagem da atriz Débora Secco e o criativo uso de displays e cartazes gigantes, assim como a disposição das mercadorias, foram alvo de contínuos elogios por parte dos visitantes no dia da inauguração da By Express. Para a professora de Francês e cantora Risoleta Bandeira “esta é uma excelente oportunidade para a população local, até mesmo pelo número expressivo de empregos que gera”. Perguntada por um dirigente do grupo se a loja estava bonita, Risoleta Bandeira foi incisiva: “Não!”. Diante do olhar atônito do seu interlocutor, após teatral pausa ela, sorrindo, acrescentou “Está linda!”. Seu amigo Alexandre, que juntamente com o jovem Caio Bandeira a acompanhava, sorriu bastante e todos foram às gôndolas onde estavam em oferta CDs para adquirirem alguns.
A gerente de Marketing do grupo, Tassiana Ribeiro, que não parou um só instante, assim como todos os funcionários presentes, entre os quais o auxiliar do departamento de Marketing Jonatas William, se mostrou satisfeita com os resultados deste presente que Belém recebeu em pleno período de veraneio. “Sucesso total”, acrescentou. (Agência de Notícias Gerais)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Claro oferece planos com 100% de desconto na franquia


A Claro, operadora que mais investe no setor de telefonia no Brasil, chega aos Estados do Pará, Amazonas e Maranhão com ofertas agressivas que agradam todo tipo de cliente, tanto de celulares pré-pagos quanto de planos de conta. Paralela à promoção nacional de Dia dos Pais, que dá 20 vezes a quantidade de minutos contratada pelo cliente, a promoção de lançamento da Claro no Norte é uma oferta exclusiva aos clientes dos três Estados. Para clientes pós-pago, a Claro oferece 100% de desconto na franquia pelo período de 12 meses, sendo que o consumo que exceder à franquia ou que não estiver contemplado, será tarifado normalmente. A promoção é válida apenas para clientes Trade in (pós-pago de outra operadora) que apresentarem uma conta paga dos últimos três meses. Os clientes que habilitarem uma linha da Claro poderão optar pelos seguintes planos: Claro Conta (Estilo 40, 70, 100, 200, 300, 500, 750, 1000 e 2000 minutos de franquia), Claro Família (200, 300, 500, 750, 1000 e 2000 minutos), planos 3G (80, 120, 240, 600 e 900) e Claro Supercontrole, nos valores de R$35, R$62 e R$84. Aqueles que cadastrarem a conta em débito automático em um dos bancos credenciados até o dia 30 de setembro, participam, automaticamente, da “Promoção Incentivo ao Cadastro em Débito Automático”, ganhando um bônus de 50 minutos nos planos Estilo, Família e 3G ou R$ 50 nos planos Controle, para ser utilizado em ligações locais, de Claro para Claro, dentro da área de registro do cliente, após a utilização total da franquia contratada. Para clientes pré-pago, a Claro oferece a promoção “Fale 1 e Ganhe 20”. O cliente cadastrado na promoção, ao falar um minuto em chamadas originadas, recebe 20 minutos para continuar falando de Claro para Claro e de Claro para fixo. Ele ainda ganha 20 torpedos mensais. A promoção é válida por 17 meses, desde que o cliente faça uma recarga mínima de R$ 10,00 a cada 30 dias. A adesão à promoção pode ser feita até 18 de agosto.
Sobre a Claro
“A Claro é uma das líderes em telefonia celular no Brasil. Fundada em setembro de 2003, a operadora atua nas cinco regiões do País e atende a mais de 33 milhões de clientes atualmente. Em novembro de 2007, a Claro iniciou suas operações com os serviços de terceira geração. Atualmente, o Claro 3G já está disponível para mais de 45 milhões de pessoas em 71 cidades do País, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Alagoas, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Goiás, Pernambuco e Rio Grande do Norte, além do Distrito Federal. Entre os serviços disponíveis estão a banda larga móvel, a videochamada (transmissão simultânea de áudio e vídeo em tempo real), e videochamada web, entre outros. Líder na oferta de conteúdos e serviços inovadores, além de infra-estrutura e cobertura digital com a tecnologia GSM, a Claro mantém acordos de roaming em 160 países para serviços de voz e em mais de 120 para tráfego de dados, nos cinco continentes. Juntas, essas operadoras movimentam mais de 90% do tráfego mundial de ligações”, informou o presidente da empresa, João Cox quando de sua recente visita a Belém.
A Claro é controlada pela América Móvil, um dos cinco maiores grupos de telefonia móvel do mundo, com mais de 165 milhões de clientes e atuação direta em 17 países (Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, República Dominicana, Porto Rico e Uruguai, além do Brasil). Fundada no Brasil, a marca Claro foi adotada pela América Móvil em outros 11 países da América Latina. (Texto: Ascom Claro/Agência de Notícias Gerais)

terça-feira, 22 de julho de 2008

Bragança é o terceiro município a receber o Circuito Cultural Paraense



Bragança será o terceiro município do Pará a receber as ações do Circuito Cultural Paraense, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e órgãos de cultura como Fundação Cultural Tancredo Neves, Fundação Carlos Gomes, Fundação Curro Velho e Instituto de Artes do Pará. A ação acontece de 23 a 27 deste mês e promove o intercâmbio e a troca de experiência da Região do Caeté com todo o Estado. Além de mostras culturais, cursos, oficinas e workshops direcionados aos diversos segmentos culturais da tradição popular, o público ainda poderá conferir o resultado de diversas ações preparatórias. Estas são ações que pretendem fomentar o trabalho de capacitação dos artistas locais, socialização dos ofícios e comercialização de obras e produtos. De acordo com o Secretário de Estado de Cultura, Edílson Moura, é necessária uma ação pública que tire do anonimato artistas populares das regiões paraenses. "Estamos realizando a terceira edição do Circuito sempre com o objetivo de mostrar uma síntese dos bens culturais paraenses e os saberes e fazeres dos povos que habitam esse imenso território amazônico, daí a importância de ter na programação as mais diversas linguagens artísticas", afirmou o secretário. O modelo de desenvolvimento que é apresentado no Circuito Cultural tem demonstrado resultados positivos principalmente nas regiões do Tocantins e do Araguaia, por onde a ação já passou. "É missão do Governo do Estado valorizar a economia da cultura que fortalece os movimentos sociais ligados à cultura popular, já que o Circuito Cultural Paraense deve resultar em geração de renda aos produtores culturais e, também, tirar do anonimato os diversos artistas populares. Estamos apenas fazendo valer o direito do povo. É nossa obrigação", reiterou Edílson Moura.
Para Pedrinho Callado, coordenador do Circuito, ações como esta valorizam o artista local. "Esta é uma forma de dar oportunidade e acesso às expressões de identidade, como a Marujada, além de outras expressões artísticas, como cinema, artes cênicas", afirma. "A idéia é o artista se reconhecer como cidadão paraense e da Região do Caeté", acrescenta Pedrinho. Para ele, o trabalho da Secult com as prefeituras, secretarias de cultura, associações e outros, amplia os meios de circulação e divulgação do que é produzido e permite que o artista tenha mais espaço para criar. "Estes apoios são fundamentais porque quem cria a cultura é o cidadão", completa Pedrinho Callado.
I Festival de Música da região do Caeté
No dia 24, de julho acontece o I Festival de Música da Região do Caeté, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura. Foram 12 músicas selecionadas, entre 52 composições inscritas, divididas igualmente em seis concorrentes de todo o Pará e seis da região do Rio Caeté, além de premiar o melhor da região. "Esta maneira de classificar e premiar é uma forma de valorização da cultura daquela região, incentivando talentos e estimulando a criação de espaços democráticos", afirma Pedrinho Callado, coordenador do Festival.
A seleção das músicas foi uma etapa bastante equilibrada, em função do alto nível das composições. Os critérios foram melodia, harmonia e letra. "O júri ficou com uma árdua missão devido à qualidade das músicas", ressalva Pedrinho. O júri foi composto pelo músico Fabrício dos Anjos, pelo letrista e cantor Renato Lú, compositor Marcos Campelo e pelo músico Pedrinho Callado. Para Marcos Campelo esta seleção foi uma grata surpresa "notamos um interesse e um cuidado maior dos artistas locais em apresentar propostas diferenciadas e bem elaboradas para o Circuito. Isto pode ser retratado, principalmente, na qualidade das composições e diversificação de estilos", explica Campelo.
O Festival acontece no dia 24 deste mês, incluso na programação do Circuito Cultural Paraense, no Largo de São Benedito, em Bragança, a partir de 20h.
Rabequeiros se apresentam no Circuito Cultural de Bragança
Com a proposta de promover o intercâmbio e a troca de experiência da Região do Caeté com todo o Pará e, ainda, cultivar as tradições populares, o Circuito Cultural Paraense vem nesta edição com um ícone: a rabeca, principal instrumento usado na tradicional Festividade de São Benedito, por mestre Zito, desde 1978.
Dentro da intensa programação do Circuito, merecem destaque as apresentações dos dois únicos grupos de rabecas do município, que abrem e encerram a programação. Os rabequeiros se apresentam na programação noturna denominada Circuito dos Sons, que acontecerá todos os dias, a partir das 19 horas no palco armado no Largo da Igreja de São Benedito.
Na quarta-feira (23), às 19h30 se apresenta o grupo Rabeca de Bragança, que pela segunda vez será acompanhado pelo músico Toni Soares. Já no domingo (27), às 21h será a vez da Orquestra de Rabecas e Sons do Caeté. A Rabeca (também chamada de sanfona em Portugal) é um instrumento de origem árabe tendo-se notícias de sua utilização desde a Idade Média. Instrumento de arco, que soa por fricção é uma espécie precursora do violino só que de feitura popular. De timbre mais baixo que o do violino, seu som fanhoso é sentido como tristonho. O tocador recosta a rabeca no braço e no peito, friccionando suas cordas com arco de crina, untado no breu. Esse instrumento é utilizado no país em manifestações populares e religiosas desde os remotos tempos da invasão portuguesa no Brasil. Na região norte, em Bragança, a rabeca é o principal instrumento musical da Festividade de São Benedito. Músicas como retumbam, chorado, xote, mazurca e contra-dança fazem parte do repertório da festa, mais conhecida pelo nome de Marujada. Ultimamente, é difundida por músicos populares que a trouxeram para os grandes centros urbanos.
De acordo com Rosa Carvalho, coordenadora do Grupo de Rabecas de Bragança, atualmente existem apenas dois grupos de rabeca no município: a Orquestra de Rabeca Sons do Caeté e o Grupo Rabeca de Bragança. "O diferencial dos grupos é que o primeiro já sofreu algumas modificações, como a introdução de novos instrumentos. E o grupo de Rabecas ainda cultiva sua origem desde a criação", explica Rosa Carvalho.

Benedito Alberto Padilha Ribeiro ou Mestre Padilha – Natural de Bragança, Seu Padilha, desde jovem, toca rabeca, tambor, acompanha o grupo da Marujada, além de se dedicar à cultura bragantina há mais de 20 anos. Durante este período, participa e organiza a Festividade da Irmandade da Marujada de São Benedito de Bragança. Atualmente, preside a Diretoria Administrativa da Associação Cultural Musical Bragantina, fundada em 2007 e registrada em março de 2008. Seu Padilha ainda diz que a proposta do Grupo é promover oficinas para jovens interessados neste gênero musical, preservando a memória do instrumento cultural.

Manoel da Costa Raiol - Outro componente do Grupo Rabeca de Bragança que merece destaque é seu Manoel Raiol, filho de Seu Zé Brito, pioneiro da rabeca em Bragança. Seu Manoel já tocou rabeca por diversas festas populares como os cordões de pássaros, carnavais, festa de dança. Sua primeira rabeca foi confeccionada por seu pai, Mestre Brito. "Meu pai se propôs ao desafio de fabricar pela primeira vez uma rabeca e não deu certo". O instrumento foi confeccionado com uma matéria-prima chamada "caranã", árvore muito comum em nossa região. Viu que sua experiência não deu certo e passou desde então a fabricar a rabeca com madeira de "cedro", material leve e resistente, ideal para a fabricação deste instrumento e que também é muito encontrada nas proximidades.
Convidado por Júnior Soares, compositor e intérprete de músicas regionais, a realizar oficinas de confecção de rabecas aos jovens de Bragança "Com a morte de meu pai, há três anos, passei a fabricar a Rabeca da mesma forma que ele, utilizando técnicas primitivas, mais caseiras", revelou Manoel.
A arte da fabricação da rabeca é ensinada por Manoel a jovens e adolescentes de Bragança, como forma de preservar a tradição. Na oficina, os participantes aprendem sobre marcenaria, familiaridade com ferramentas, noções de segurança, técnicas específicas relacionadas ao instrumento; também são discutidos temas relacionados às tradições culturais e populares do instrumento rabeca, o que o distingue do violino e debate sobre a questão ambiental, a partir da origem da matéria prima – madeira – e as necessidades de sua preservação. Como se trata de uma turma de jovens, um tema recorrente tem sido a questão da violência e falta de perspectiva de emprego e renda. (Texto: acom Secult/Agência de Notícias Gerais/Foto: Elza Lima)

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Pacto pela Madeira Legal firmado no lançamento da Agenda Ambiental da Indústria Paraense


O auditório “Albano Franco”, da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) se tornou pequeno para o expressivo número de empresários, políticos, dirigentes de associações de classe, sindicatos, representantes do Governo, membros da imprensa e demais convidados a participar do lançamento da Agenda Ambiental da Indústria Paraense. O evento, iniciado às 10h50, na verdade se constituiu de vários momentos e se estendeu até às 13h10, quando a governadora paraense, Ana Júlia Carepa, e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, concederam entrevista coletiva à imprensa. O lançamento do Prêmio Fiepa de Responsabilidade Socioambiental e a apresentação da Agenda Ambiental da Indústria Paraense, couberam ao presidente da Fiepa, José Conrado dos Santos, que ressaltou que “a política de repressão tem demonstrado não dar conta do problema envolvendo a produção florestal. Precisamos aliar a fiscalização com apoio às iniciativas produtivas sustentáveis”. Estes atos foram seqüenciados por explanação sobre “A Economia Florestal no Estado do Pará” (Manoel Pereira Dias, presidente da Associação das Indústrias Exportadoras do Estado do Pará – Aimex), assinaturas do Pacto pela Madeira Legal e Sustentável (Fiepa, Aimex e MMA), Contrato de Gestão entre o MMA e a Fundação “Chico Mendes”; apresentação da “Política de Desenvolvimento no Estado do Pará” (Maurílio Monteiro, secretário de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia) e pronunciamentos do senador Fernando Flexa Ribeiro, do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que falou sobre o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia e deixou claro que "acabou a moleza. Daremos agilidade ao processo de legalização do produto florestal, continuou o Ministro, mas também agiremos com maior rigor. A melhor maneira de acabar com a madeira ilegal é produzir madeira legal”, alegou. Para a produção de “madeira legal” o pacto estabelece como meta do Ministério de Meio Ambiente (MMA) a realização da licitação de quatro milhões de hectares de concessões florestais, em florestas públicas federais, até o final de 2009. Esta medida visa viabilizar e fortalecer a produção florestal sustentável na Amazônia. O Pacto pela Madeira Legal, além de regulamentar a compra da madeira, também lista os compromissos referentes ao MMA e ao Estado do Pará. Através do pacto, o Governo do Estado se compromete de garantir eficiência, transparência e agilidade no licenciamento ambiental, especialmente nos projetos de manejo florestal e reflorestamento, criando, no prazo de 60 dias, câmaras técnicas que, de forma participativa, estabeleçam procedimentos para simplificação dos instrumentos de gestão ambiental. Em seguida, em seu pronunciamento oficial a Governadora do Pará foi taxativa ao afirmar que "Estamos agindo em defesa do produto paraense e do povo do Pará. Ao regulamentar a atividade madeireira, garantimos a sustentabilidade da produção e mais empregos aos paraenses” . O Centro Israelita do Pará prestou homenagem ao ministro do meio Ambiente, ofertando-lhe uma placa.
Opiniões convergentes
Ao se pronunciar, o senador Fernando Flexa Ribeiro foi enfático, arrancando aplausos de grande parte da platéia presente, ao afirmar que bastariam apenas três ações por parte do Governo federal, através do MMA, para que o ministro merecesse uma estátua na Praça Pedro Teixeira. Por sua vez, ao se pronunciar, o ministro fez questão de ressaltar seu conhecimento sobre a Amazônia e especialmente o Pará, pois sua tese de doutorado teve como tema Pará e Rondônia. Destacando sua mania de professor, fez ampla mostragem do que são os documentos, assinados na ocasião, assim como discorreu ações governamentais, especialmente as realizadas a partir de sua posse á frente do MMA. Finalmente, a governador Ana Júlia Carepa também foi incisiva ao afirmar, durante seu pronunciamento, que os governos federal e estadual fazem sua parte e desafiou o empresariado a se engajar nesta ação conjunta que visa fortalecer as bases produtivas, o setor industrial e, em última análise o Estado do Pará e a Amazônia. No encerramento da solenidade, os presentes entoaram o Hino do Pará, com a ajuda do data show.
Na opinião da empresária madeireira Cecília Barros, da Expo, essa iniciativa conjunta "é positiva. É uma coisa que incentiva os madeireiros. Todos (a maioria da sociedade) vêem os madeireiros como ilegais, que derrubam árvores e destroem florestas. Eles derrubam árvores, mas também plantam. Fazem reflorestamento. O sucesso do Pacto vai depender também deles, dos governantes. Não adianta apenas assinar esses papéis e não cumprir o que está escrito", acresentou a empresária.
Compuseram a mesa Djalma Farias (ADA), Maurílio Monteiro (Sedect), senador Flexa Ribeiro; ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc; governadora Ana Júlia Carepa; José Conrado, presidente da Fiepa; Manoel Dias (Aimex); deputado federal Gerson Peres; José Ayres (Fetipa) e Carlos Júnior (Imazon). (Agência de Notícias Gerais)

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Agência Distrital executa obras que valorizam Mosqueiro




O agente distrital de Mosqueiro, Ivan José dos Santos, ao comentar os trabalhos desenvolvidos em benefício não apenas do turista que visita a paradisíaca ilha que abriga expressiva população, mas, igualmente, aos moradores deste distrito da Grande Belém, enfatizou que “na verdade, é um trabalho de resgate. É a manutenção da orla, falando efetivamente de qualidade para aqueles que são turistas. Trata-se da melhoria de algumas situações que iniciaram na administração anterior, mas o que queremos evidenciar não é apenas o fato do turista, mas também o resgate dos nativos. Então, neste sentido, cada um dos bairros foi estudado, verificadas as ruas, o sistema que precisa. Já iniciamos este trabalho na Baía do Sol, no Ipixuna vindo de encontro até estarmos no Maracajá, o que deve acontecer até agosto vindouro, buscando, sempre, a limpeza dos canais, o sistema de canalização, os tubos que serão colocados. Por não ter havido um cuidado no sentido de sempre raspar as ruas, e não de fazer com que as ruas tivessem aquela forma baluada, onde a água escorresse para as laterais se criou canais. Então, precisamos fazer esse reparo. Segundo estudos feitos, será necessário cerca de cinco mil carradas para poder, no mínimo, alcançar esse nivelamento em torno de 60% do necessário”.
Quando ao reordenamento executado na Praça Matriz, na área onde se encontram as barracas das tapiocas, explicou Ivan dos Santos (na foto, com seu assessor de gabinete Franklin) que “esse conjunto, que na verdade é um conjunto de esforços da Prefeitura, como um todo, agora terá um novo espaço das tapioqueiras. O que será um marco, não apenas um marco só para Mosqueiro, para Belém, mas para o Estado. Porque é de primeira linha. Algo que, efetivamente, marcará um tempo novo. Independente daquilo que se entrega, queremos dar uma conotação diferenciada em toda aquela área da Vila. Do trapiche – o trapiche também tomará um pouquinho da idéia do portal, e da base das tapioqueiras – até a manutenção e a melhoria das barracas que fazem parte do entorno. A recuperação da pintura do mercado, que passa por alguns melhoramentos internos, depois a pintura da igreja matriz. Enfim, o reordenamento de algumas coisas que estão já muito defasadas. Aquela parte dos importados também está sendo verificada e acredito que entre agosto e setembro já tenha um local apropriado definido. Está sendo estudada para aquela parte do trapiche uma melhoria. Uma praça está sendo pensada para aquele local. É uma idéia muito forte, com bancos e quem sabe um local para violão e voz, algo neste sentido. Quanto a este espaço da Vila creio que, até o final do ano, tenhamos muitas surpresas positivas”. (Agência de Notícias Gerais)

Nota da Redação: Mais detalhes a respeito das ações desenvolvidas pela Agência Distrital do Mosqueiro no sentido de proporcionar melhoria de vida aos habitantes e visitantes da ex-bucólica ilha serão publicados na edição de lançamento do jornal “Notícias Gerais – Mosqueiro”, que circulará, até o final deste período de veraneio, com distribuição gratuita.